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ARMANDO NOGUEIRA (83 anos)

ID: h104 Categoria: Jornalistas Date : Monday 27th July 2020 9:00:00 pm Tipo : Image / Photo

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Resenha

Armando Nogueira                                   

 

(Xapuri/AC, 14 de janeiro de 1927)                

(Rio de Janeiro/RJ, 29 de março de 2010).  

 

Armando Nogueira foi um  jornalista e cronista esportivo brasileiro. Pioneiro do telejornalismoNogueira foi responsável pela implantação do jornalismo na TV Globo, com destaque para a criação do “Jornal Nacional, primeiro jornal com transmissão em rede e ao vivo da história da televisão brasileira. Filho de cearenses que emigraram para o Acre, nascido na mesma localidade onde também nasceu o seringueiro e líder sindical Chico Mendes, Armando se mudou para o Rio de Janeiro com apenas dezessete anos de idade. Nogueira se formou em direito e conseguiu um emprego de ensacador, mas desde então pensava em ser jornalista. Armando foi trabalhar na seção de esportes no “Diário Carioca.” Esse jornal reunia, na época, os mais expressivos jornalistas do Rio de Janeiro como Prudente de Moraes Neto, Carlos Castello Branco, Otto Lara Resende, Rubem Braga, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Pompeu de Souza e foi uma verdadeira escola de jornalismo para Armando, que lá permaneceu por treze anos. Nogueira foi testemunha ocular do atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, na Rua Toneleros, em Copacabana. Ao escrever sobre o episódio, Armando Nogueira fez história no jornalismo brasileiro: pela primeira vez numa reportagem um fato era narrado em primeira pessoa. Além do “Diário Carioca”, passou a colaborar também com o “Diário da Noite. Depois de uma passagem pela revista “Manchete foi para a revista “O Cruzeiro dos Diários Associados, de propriedade de Assis Chateaubriand e para o “Jornal do Brasil, no qual foi redator e colunista. Lá, por anos, assinou a coluna diária "Na Grande Área". Armando foi pioneiro na televisão brasileira, ao trabalhar na primeira produtora independente do país, dirigida por Fernando Barbosa Lima, onde escrevia textos para os locutores Cid Moreira e Heron Domingues lerem na antiga TV Rio. Convidado por Walter Clark, foi para a TV Globo onde implantou, com Alice Maria, o telejornalismo da emissora. Graças ao trabalho de Armando e Alice Maria, o telejornalismo, que antes era visto como uma coisa menor passou a atrair o interesse dos profissionais e do grande público. No tempo que ficou na TV Globo foi responsável ainda pela implantação do jornalismo em rede nacional e pela criação dos noticiosos “Jornal Nacional e “Globo Repórter. Mas sua paixão sempre foi o esporte, em especial o futebol. Armando Nogueira esteve presente na cobertura de várias Copas do Mundo e diversos Jogos Olímpicos. Mesmo com todos esses serviços prestados se envolveu numa polêmica, dentro da própria TV Globo. No debate entre os candidatos Fernando Collor de Melo e Luiz Inácio Lula da Silva, que disputavam o segundo turno para a presidência da república, no compacto do evento, exibido no dia seguinte de sua transmissão no “Jornal Nacional” houve uma edição tendenciosa a favor do candidato Collor, que desde o início foi apoiado - direta ou indiretamente - pelas empresas de Roberto Marinho. Na qualidade de diretor de jornalismo, Armando foi pessoalmente a Roberto Marinho e fez duras críticas à sua postura e a dos funcionários que realizaram aquela edição, dizendo que não compactuava com aquilo. Por causa disso, acabou aposentado pela alta cúpula e se desligou da emissora definitivamente no ano seguinte. Passou, então, a se dedicar integralmente ao jornalismo esportivo. De acordo com  Paulo Henrique Amorim, então editor de economia da emissora, a "TV Globo demitiu Armando Nogueira para agradar Collor". Por este motivo, foi entrevistado pela equipe do documentário britânico “Beyond Citizen Kane. Nogueira deixou a TV Globo para se dedicar ao jornalismo esportivo. Nogueira foi comentarista do programa Cartão Verdena TV Cultura e depois na TV Bandeirantes. Armando Nogueira, participou em programas no SPORTV canal fechado da Globosat. Armando mantinha uma coluna reproduzida em sessenta e dois jornais brasileiros, um programa no SPORTV, um programa de rádio e um site na Internet. Armando Nogueira era da “Xapuri Produções” que faz vídeos institucionais de empresas, para as quais proferiu palestras motivacionais. Armando Nogueira escreveu os livros, “Drama e Glória dos Bicampeões” - em parceria com Araújo Neto - “Na Grande Área”, “Bola na Rede”, “O Homem e a Bola”, “Bola de Cristal”, “O Vôo das Gazelas”, “A Copa que Ninguém Viu e a que Não Queremos Lembrar” - em parceria com Jô Soares e Roberto Muylaert - “O Canto dos Meus Amores”, “A Chama Que Não se Apaga” e “A Ginga e o Jogo”, todos sobre esportes. Armando teve passagens pelo rádio, fazendo comentários diários na “Rádio Bandeirantes(durante o programa “Primeira Hora” e o jornal em “Três Tempos”) e na Rádio CBN(durante o “CBN Brasil”). Armando foi praticante de vôos em ultraleves, tendo sido fundador do clube carioca da modalidade. No futebol, foi torcedor apaixonado do "Botafogo". Em virtude de sua morte, a CBF, entidade máxima do futebol brasileiro, decretou luto de três dias. Todos os jogos do futebol brasileiro ocorridos nesses dias respeitaram um minuto de silêncio antes de seu início, em homenagem ao jornalista. Armando Nogueira morreu em decorrência de um câncer no cérebro.

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