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ORLANDO SILVA (62 anos)

ID: h1299 Categoria: Cantores/Músicos Date : Friday 12th February 2021 10:00:00 pm Tipo : Image / Photo

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Resenha

Orlando Garcia da Silva                    

 

(Rio de Janeiro/RJ, 03 de outubro de 1915)           

(Rio de Janeiro/RJ, 07 de agosto de 1978).

 

Orlando Silva foi um radialista, apresentador, compositor e cantor brasileiro co m atuação em música, rádio, teatro, cinema e TV. Seu pai, José Celestino da Silva era violonista e limador da Estrada de Ferro Central do Brasile morreu quando Orlando tinha três anos de idade, vítima da gripe espanhola que assolava o país na época.  Orlando Silva teve de abandonar os estudos cedo, mal tendo aprendido a ler, escrever e realizar as quatro operações da aritmética, para ajudar sua mãe, Dona Balbina, que era lavadeira. Orlando Silva trabalhou como entregador de marmitas, sapateiro, estafeta da “Western” (com o salário de 3,50 cruzeiros por dia), vendedor de tecidos e roupas, trocador de ônibus, operário de fábrica de cerâmica e entregador de encomendas da “Casa Reunier”. Em todos esses empregos, aproveitava os intervalos para cantar para os colegas (principalmente canções de Francisco Alves e Carlos Galhardo, seus ídolos). Numa manhã, ao saltar para um bonde em movimento na Praça da República”, escorregou e caiu nos trilhos, tendo seu pé atingido pelo veículo. No hospital, onde demorou a ser atendido, teve os dedos do pé amputados, porém os médicos deixaram seus cortes abertos com base na suposição de que a sangria evitaria uma infecção. Permaneceu quase seis meses internado, tomando morfina para suportar as dores - mais tarde, ele desenvolveria um vício pela droga, o que consumiria uma considerável parte dos seus ganhos como cantor. Um dia, Orlando foi levado pelo irmão mais velho, Edmundo, para um teste na Rádio Cajuti”, mas foi reprovado. , Orlando tentou também um programa de calouros de Renato Murce na Rádio Philips”, sem sucesso novamente. Os fracassos sucessivos lhe fizeram pensar em desistir de ser cantor. Durante seu teste na “Cajuti”, contudo, Orlando foi ouvido por Bororó, que quis dar uma chance para o novato. Levou-o, então, ao Café Nice e o apresentou a Francisco Alves, que ouviu Orlando cantar no interior de seu carro e decidiu imediatamente lançá-lo em seu programa na própria “Rádio Cajuti” que o rejeitara antes. Assim, Orlando realizou sua primeira apresentação. Orlando permaneceu seis meses na rádio até ser covidado pela "RCA Victor" a integrar o coro da gravadora. Após o carnaval, Orlando gravou um disco contendo "Lágrimas" e "Última Estrofe", ambas de Cândido das Neves.  Orlando Silva pajudou a inaugurar A "Rádio Nacional" e foi o primeiro cantor a se apresentar na mesma, interpretando "Caprichos do Destino" de Pedro Caetano e Claudionor Cruz. pFoi também o primeiro a ter um programa exclusivo, que ia ao ar nos finais das tardes de domingo. O seu sucesso na época era tamanho que suas fãs criaram o hábito de colecionar pedaços de suas roupas, antes do cantor Cauby Peixoto se tornar famoso por isso. Seus discos quebravam recordes de venda. Seu primeiro sucesso de carnaval foi "Abre a Janela" de Roberto Roberti e Arlindo Marques Jr. Segundo o jornalista Walter Silva, o locutor Oduvaldo Cozzi foi quem passou a apresentá-lo como "o cantor das multidões" devido ao fato de Orlando arrastar multidões não só em suas apresentações públicas, mas também ao longo de ruas e avenidas nas quais o povo se agrupava para ouvir sua voz reproduzida em alto-falantes instalados no trajeto. Numa apresentação na sacada da "Rádio Cruzeiro do Sul" em São Paulo, por exemplo,  Orlando cantou para um público estimado entre cem e cento e cinquenta mil pessoas, o que correspondia a aproximadamente quinze por cento da população da cidade na época.  Orlando Silva papareceu cantando no cinema nos filmes "Banana da Terra" e "007 1/2 no Carnaval". Orlando intensificou seu uso de drogas ao mesmo tempo em que a carreira entrava em declínio, o que por sua vez o fazia consumir mais entorpecentes. Orlando Silva perdeu seu contrato com a "Rádio Nacional", que tentou recontratá-lo anos depois, mas acabou demitindo-o novamente. Orlando Silva conseguiu gravar, mas a "Odeon" também rompeu com ele. Orlando Silva ptentou uma última cartada junto a "RCA Victor", um projeto para regravar trinta e dois de seus sucessos.  O biógrafo Ronaldo Conde Aguiar considerou o resultado embaraçoso e que Orlando, naquele momento era apenas um cantor comum. Depois disso, seus últimos trabalhos foram algumas aparições na televisão. Orlando Silva iniciou um relacionamento com a atriz Zezé Fonseca. O namoro foi  motivo de polêmica dentre quem acompanhava a vida do cantor, alguns diziam que Orlando pse entregou às drogas na tentativa de superar o amor não correspondido por ela, enquanto outros diziam que ela é que não era amada por ele, que tinha mais afeição às drogas. Ela acabou deixando-o. Orlando Silva conheceu Maria de Lourdes Souza Franco, com quem conviveu em suas últimas décadas de vida. Ela teria lhe ajudado a abandonar o álcool e a diminuir seu consumo de morfina. Desde a amputação de seus dedos do pé,  Orlando consumia drogas, porém de forma moderada. Conforme sua fama cresceu, o consumo foi ficando mais desenfreado e caminhava conjuntamente a crise de depressão, que o cantor tentava amenizar com mais drogras (principalmente morfina e álcool). Alguns episódios específicos foram atribuidos à intensificação de seu vício. Um tratamento dengtário desastroso que lhe causou fortes dores, a decisão de extrair tod0os os seus dentes naturais e substituí-los por uma dentadora o que afetou sua emissão de voz e mesmo a noite, após um grande show em São Paulo em que o cantor,  inquieto solicitou a visita de um enfermeiro que lhe administrou uma dose de morfina cujo efeito calmante agradou muito à Orlando. Uma das pessoas que tentou ajudar Orlando foi Francisco Alves, a quem Orlando se referia como pai e como uma benção de Deus em sua vida. Francisco pedia a compositores que oferecessem músicas a Orlando e levava o amigo a seus shows na tentativa de arranjar espaço para ele nas gravadoras. Orlando Silva morreu de isquemia cerebral.

 

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