Loading...
Aguarde. Estamos processando seu pedido...

IBRAHIM SUED (71 anos)

ID: h931 Categoria: Jornalistas Date : Thursday 27th August 2020 9:00:00 pm Tipo : Image / Photo

No rating received yet. [[ ItemDetailsCtrl.itemRating.totalVotes ]] vote(s) - You have rated [[ ItemDetailsCtrl.itemRating.selfRating ]]

Resenha

Ibrahim Ahmed Sued              

 

(Rio de Janeiro/RJ, 23 de junho de 1924)               

(Rio de Janeiro/RJ, 01 de outubro de 1995).

 

Ibrahim Sued foi um jornalista, repórter, fotógrafo, apresentador de televisão, crítico e colunista social brasileiro. Filho de imigrantes árabes, nasceu em família muito pobre, no bairro de Botafogo. Ibrahim Sued cresceu na Tijuca e em Vila Isabel, tendo morado por muitos anos em quartos de pensão em Copacabana. Sued foi aluno de uma escola pública brasileira pouco conceituada, onde concluiu o antigo curso ginasial e, aos dezessete anos de idade, se empregou no comércio. Devido aos frequentes atrasos, Ibrahim Sued abandonou esse emprego. Ibrahim Sued iniciou a carreira na imprensa como repórter fotográfico, fazendo plantão nas redações das sete horas da noite às sete da manhã. Adquiriu reputação ao cobrir a visita do então comandante das tropas aliadas na Segunda Guerra Mundial, general Dwight D.  Eisenhower, ao Brasil. Na ocasião, Ibrahim fez uma fotografia em que Otávio Mangabeira parecia beijar a mão de Eisenhower, utilizada pelos críticos que, à época, combatiam o que chamavam de "servilismo" brasileiro em relação aos Estados Unidos da América. Ibrahim Sued foi companheiro de boemia de personalidades como Carlos Niemeyer, Sérgio Porto, príncipe D. João Maria de Orléans e Bragança, Paulo Soledade, Carlos Peixoto, Raimundo Magalhães, Vadinho Dolabella, Waldemar Bombonatti, Paulo Andrade Lima, Ernesto Garcêz Filho, Oldair Fróes da Cruz, Mário Saladini, Jorginho Guinle, Léo Peteca, Darci Fróes da Cruz, Mariozinho de Oliveira, Cássio França, Bubi Alves, Fernando Aguinaga, Francisco Matarazzo Pignatari, Celmar Padilha, Francisco Albano Guize, Carlos Roberto de Aguiar Moreira, Heleno de Freitas e Sérgio Pettezzoni, entre outros, com quem fundou o Clube dos Cafajestes. Ibrahim Sued trabalhou com Joel Silveira na revista Diretrizes. Sued começou, então, a conhecer gente, frequentar festas e a piscina do hotel Copacabana Palace. De pequenas notícias na seção "Vozes da Cidade", no recém-fundado "Tribuna da Imprensa" de Carlos Lacerda, Sued passou a fazer a coluna "Zum-Zum", no "A Vanguarda". Ibrahim Sued passou a trabalhar em "O Globo", onde permaneceu até sua morte. Ali se destacou, assinando uma coluna social que marcou época e influenciou jornalistas como Ancelmo Góis e Ricardo Boechat. Ibrahim Sued causou polêmicas com as suas listas das "Dez Mais": as dez mais belas mulheres, as dez mais elegantes e as dez melhores anfitriãs da sociedade carioca. A sua coluna passou a ser lida por todas as camadas sociais, tendo passado a conviver com personalidades famosas no Brasil e no exterior. Ibrahim Sued se casou com Maria da Gloria Drummond Sued num evento que se tornou um dos maiores daquele ano. Nessa época, Ibrahim passou a manter um programa exclusivo pela antiga TV Rio, "Ibrahim Sued e Gente Bem", onde apresentava entrevistas, reportagens filmadas e comentários sobre a sociedade em geral. Em comemoração aos trinta anos de sua coluna em "O Globo" teve lugar uma memorável recepção no “Copacabana Palace”, onde compareceram personalidades como Martha Rocha, Roberto Marinho, Emílio Garrastazu Médici, Dulce Figueiredo e mais mil e quinhentos convidados que consumiram, entre outros, seiscentas garrafas de champanhe, trezentos  litros de vinho tinto francês, cento e vinte quilos de camarão, sessenta de lagosta, dez de foie-gras, duzentos e dez patos, além de copiosa variedade de frutas e saladas. O evento contou ainda com uma queima de fogos de artifício e com o desfile de passistas de escolas de samba no calçadão da Avenida Atlântica. Ibrahim Sued foi homenageado no carnaval carioca pela “Acadêmicos de Santa Cruz” com o enredo "Ibrahim, De Leve Eu Chego Lá". Sued foi a figura principal do casamento de sua filha, a cineasta Isabel Cristina, um dos maiores acontecimentos sociais à época, com quatro mil convidados. Ibrahim Sued deixou o jornalismo diário e passou a publicar apenas uma coluna dominical no "O Globo". A “Faculdade da Cidade do Rio de Janeiro” lhe fez a outorga do “Título de Professor Emérito do Curso de Jornalismo”, num evento que contou com a presença da nata da sociedade, além de políticos, sambistas, músicos e intelectuais. Ao lhe entregar a comenda, o professor Paulo Alonso, diretor acadêmico da instituição carioca, fez um discurso marcado pela emoção, lembrando momentos marcantes da vida do colunista. Alonso, que também atuava no jornal “O Globo”, falou da sua amizade com Ibrahim e ainda da capacidade do "turco", (apelido de Ibrahim), em lidar com dificuldades e vencê-las. Foi uma solenidade que ganhou o noticiário brasileiro. Ibrahim Sued cunhou bordões que se tornaram marcantes como "De Leve", "Sorry Periferia", "Depois Eu Conto", "Bola Branca", "Bola Preta", "Ademã Que Eu Vou Em Frente", "Os Cães Ladram e a Caravana Passa", "Olho Vivo, Que Cavalo Não Desce Escada", entre outras. Considerado como um homem elegante, Ibrahim Sued contou, certa vez, que no início da carreira, tinha apenas um terno, que deixava todo dia debaixo do colchão de sua cama, para que não perdesse o vinco. Ibrahim Sued foi homenageado com uma estátua em frente ao hotel “Copacabana Palace”. Sua filha, Isabel Cristina Sued, dirigiu um documentário (codirigido por José Antônio Müller) contando a história do pai, intitulado "Ibrahim Sued, o Repórter". Ibrahim Sued morreu de infarto agudo do miocárdio e edema agudo pulmonar.

Tags
Loading...